quarta-feira, 13 de julho de 2011
Secretário de Educação dá entrevista exclusiva ao NF10 e aborda vários temas
Atual secretário de Educação de Quissamã, Arnaldo Mattoso tem experiência para falar sobre a terra onde vive. Nasceu em Quissamã e foi um dos líderes da emancipação do município. Primeiro secretário de Educação e ex-secretário de Saúde no primeiro governo pós-emancipação, Arnaldo foi prefeito de 1992 a 1996.
Após um tempo na oposição, atualmente caminha ao lado do prefeito Armando Carneiro — novamente como secretário municipal de Educação, sem esconder o orgulho em relação à cidade que ajudou a construir.
“Há 21 anos, éramos um distrito e hoje estamos aí, abertos ao mundo, presentes e reconhecidos”. Nesta entrevista, o ex-prefeito fala sobre suas principais realizações, menciona a importância das mulheres em sua vida e cita o Complexo Logístico e Industrial Farol/Barra do Furado e a construção de uma destilaria como as grandes oportunidades para os jovens.
“Entendemos que Quissamã está evoluindo, tem crescido. Acredito que, com o porto, dará um salto muito grande; um salto até perigoso, se nós não nos prepararmos para isso”, observa Arnaldo Mattoso, que também já trabalhou na Funarte, ocupou diversos cargos no governo do estado e tem posição de destaque no PMDB, do governador Sérgio Cabral e do vice-presidente Michel Temer.
NF10 - De forma resumida, que balanço o senhor faz do período em que foi prefeito de Quissamã?
Arnaldo Mattoso - Quando assumi, em 1993, Quissamã tinha só três anos de existência, era muito nova. Mas procurei fazer um governo voltado para o desenvolvimento da infraestrutura do município, para que ele pudesse se desenvolver. Não adianta só crescer. Crescer sem se desenvolver não é o nosso ideal. Desenvolver é gerar empregos, gerar renda, criar oportunidade e criar cada dia menos dependência do quissamaense do poder público, para que ele possa ter sua própria atividade, ter seu emprego. Evidentemente, sem deixar de pensar no servidor público municipal, fator importantíssimo. Temos que qualificá-lo para que ele, a cada dia, preste um serviço melhor à população, mais eficiente. Quer seja na saúde, na educação, no serviço público, em qualquer área, nós temos que ter o servidor público satisfeito, bem remunerado, bem treinado e capacitado a atender a população de Quissamã.
NF10 - Que obras o senhor destacaria de seu mandato como prefeito?
Arnaldo Mattoso - Eu fico feliz de ter contribuído muito com o bairro de Caxias, ao implantar ali o Ciep, junto com o governo do estado, e ter escolhido Caxias para ter o nosso terminal rodoviário, hoje a chamada Rodoviária de Caxias. Aquilo transformou o bairro, deu a ele uma condição que não tinha; e eu fico muito satisfeito com isso. Em Barra do Furado, nós fizemos o sistema de tratamento de esgoto, junto com a Funasa; instalamos um DPO em parceria com a PM do Rio, calçamento e o tratamento de água. Importantíssimo para aquela comunidade, além de termos ampliado a escola, levando para lá todos os segmentos do Ensino Fundamental. Em Santa Catarina, um bairro que eu praticamente moro ao lado, trouxemos a luz ainda em 1985, de uma maneira particular, privada. Custeamos a rede elétrica, que mais tarde serviu a Santa Catarina. Depois, eu trouxe o asfalto; e, pela primeira vez, a água, que vem encanada do centro para Santa Catarina. E também deixei o terreno e o projeto do primeiro conjunto habitacional, hoje chamado Vila Madalena. Eu fico muito satisfeito de poder olhar hoje essas comunidades e ver que eu tenho serviço prestado ali. A quadra esportiva de Pindobas, um bairro distante, de Beira de Lagoa... enfim, um trabalho que pôde servir a todo o município, a todas as suas comunidades.
NF10 - E na área da Saúde?
Arnaldo Mattoso - Na área da saúde, podemos destacar a implantação do médico de família, importantíssimo a partir de 1994, que está aí até hoje. Também teve o aumento no número de plantonistas no hospital. Tínhamos só um plantonista por dia, e passamos a ter um generalista e um pediatra. Cito, ainda, a construção do primeiro centro cirúrgico de Quissamã após a emancipação. Você imagina que, até 1996, as crianças que precisavam de cesariana tinham de nascer em Macaé, Campos ou Conceição de Macabu. Eu lembro que inauguramos o centro cirúrgico com o nascimento de um casal — Gabriel e Mariana. A partir daí, nenhum quissamaense mais deixou de nascer na sua terra.
NF10 - Como primeiro secretário de Educação de Quissamã, que realizações o senhor destacaria?
Arnaldo Mattoso - Nós praticamente iniciamos a educação em Quissamã, que era um distrito distante de Macaé. Criamos uma equipe, implantamos um projeto pedagógico e, a partir daí, a Educação se desenvolveu. Trouxemos o Ciep, que desafogou muito a nossa rede. Implantamos creches, ampliamos e reformamos diversas escolas do município. Ampliamos o programa de bolsas de estudo, que era importantíssimo para a formação dos quadros que viriam a trabalhar no desenvolvimento do município. Todo jovem de Quissamã até hoje tem essa oportunidade, que foi criada lá atrás, no início do município. Outro projeto importantíssimo foi criado em 1994: o projeto Juventude em Construção. Esse projeto tirava o filho do trabalhador rural do corte de cana e o trazia de volta para a escola, com uma ajuda financeira. Naquela época, não existia nem o Peti do governo federal. Até hoje está em vigor, com quase 200 jovens trabalhando na prefeitura.
NF10 - Há até poucos anos, quem nascia em Quissamã tinha de se conformar em trabalhar no corte de cana. Hoje, há muitas oportunidades e ótimas perspectivas. Aumentou a autoestima da população?
Arnaldo Mattoso - É verdade. Esse projeto de bolsas de estudo permitiu uma formação que o quissamaense não tinha, nem se estimulava a ter porque não havia mercado de trabalho e não se tinha para onde ir. Hoje, nós temos todas as profissões, pode-se fazer qualquer faculdade. E evidentemente que a própria prefeitura foi um mercado de trabalho. Eu tive a oportunidade de fazer, em 1993, o primeiro concurso público do município, que deu oportunidade aos quissamaenses de se consolidarem e terem estabilidade como servidores municipais. Agora, na questão do emprego, nós temos a grande oportunidade, que é o Porto de Barra do Furado. Creio que este é o grande salto que Quissamã vai dar; e, para isso, nós vamos precisar de gente preparada para gerir uma transformação que vai se dar na questão social, política, no emprego. Enfim, transformar o perfil de Quissamã, que deixará de ser um município geograficamente localizado num bolsão e vai nos inserir de verdade no mercado do petróleo.
NF10 - Como foi o desafio do asfalto até a BR-101?
Arnaldo Mattoso - Na época, quem quisesse vir a Quissamã e chegar por asfalto, teria que passar por dentro de Macaé e Carapebus. A minha primeira providência como prefeito para o desenvolvimento do município foi fazer uma ligação direta de Quissamã à BR-101 por asfalto. Foi a primeira obra que eu lancei em 1993: 16 quilômetros de asfalto, que tive o prazer de inaugurar em 1994, ao lado do então governador Leonel Brizola. E era uma obra voltada para o desenvolvimento. A partir desta, conseguimos o asfalto para Santa Catarina e a construção da ponte sobre o Rio Macabu. Porque tínhamos que dar a volta pela BR-101 para chegar a Campos, andando 90 quilômetros. Hoje, por este novo caminho, são apenas 47 quilômetros. Quero destacar também a construção do Centro Administrativo, a sede da prefeitura, que estava instalada precariamente. Nós já tínhamos aquele prédio de 1870 e pegamos uma obra de fôlego, que foi criar o Centro Administrativo, onde todas as secretarias estivessem agrupadas para dar eficiência à administração. Hoje, a sede da Prefeitura é um marco, um símbolo do município, e talvez seja uma das melhor aparelhadas da região. Fizemos também a capela mortuária. Até 1995, as pessoas eram veladas em casa, na igreja ou mesmo em situações precárias. A partir de então, fizemos uma capela mortuária, que presta relevantes serviços a Quissamã. Também destaco a primeira usina de separação e compostagem do lixo da nossa região. Inaugurei em 1995, onde era a Funasa – Fundação Nacional de Saúde. Foi a primeira usina de lixo da região, também foi feita no meu governo.
NF10 - É verdade que os moradores de Santa Catarina tiravam os sapatos quando iam até o centro da cidade?
Arnaldo Mattoso - É verdade. Até 1995, quando inauguramos o asfalto, as pessoas iam ao centro com seus sapatos na mão, por causa da poeira, para lavar os pés no Canal Campos-Macaé e vesti-los na rua calçada. Inauguramos, na localidade do Machado, 18 quilômetros de rede elétrica, também em 1995. Você imagina, em 1995, um grupo de pessoas ainda vivendo sem o conforto da luz, da geladeira e de outros benefícios? Foi uma obra muito grande, numa localidade com pouca gente, mas que era necessário ser feito; como fizemos no Imbiú, como fizemos em uma série de outras localidades. Levamos a luz elétrica ao povo de Quissamã.
NF10 - Quissamã tem uma forte tradição agrícola. Este setor recebeu alguma atenção em seu governo?
Arnaldo Mattoso - A primeira providência que tomamos, em 1993, foi começar a dragagem do Canal Campos-Macaé, que não era dragado há 30 anos, com vistas a possibilitar projetos de irrigação. Nesse período, incentivamos a cultura do coco, que tão famosa tornou a água de coco de Quissamã. E também tínhamos a usina em funcionamento. Infelizmente, anos mais tarde, a usina fechou. Mas procuramos dar ao produtor rural o apoio da Patrulha Agrícola, o projeto de irrigação do Canto de Santo Antônio; enfim, obras de infraestrutura que eram a preocupação do nosso governo, que pudessem dar a Quissamã a condição de crescer e, com isso, dar oportunidade aos seus familiares.
NF10 - Apesar dos avanços, o desemprego continua sendo uma preocupação em Quissamã. Qual o caminho para resolvermos este problema?
Arnaldo Mattoso - A possibilidade mais real de emprego no momento é o Complexo Logístico e Industrial Farol/Barra do Furado, que coloca Quissamã dentro da atividade de petróleo. Hoje, nós recebemos dinheiro do petróleo, mas não temos nenhuma atividade neste setor. Barra do Furado nos coloca nesta condição. E será a grande oportunidade, porque teremos mais vagas do que quissamaenses para preenchê-las. Portanto, a capacitação é fundamental. Há também o projeto de uma destilaria, que está em marcha, que é a vocação natural. A agricultura sempre foi voltada para a cana-de-açúcar. Se tivermos de volta uma destilaria, teremos um grande fator de geração de emprego.
NF10 - E qual deve ser a postura dos jovens?
Arnaldo Mattoso - Eu tenho falado ao jovem quissamaense: Quissamã, para nós, é o centro do mundo. Mas o mundo não se resume a Quissamã. Hoje nós temos que nos abrir ao mercado de trabalho, que está em todo lugar, usar as ferramentas que nós temos. E dou como exemplo o meu próprio filho, que acessou uma grande multinacional, montadora de automóveis, através de um currículo na internet. Nosso papel hoje, em Quissamã, é dar ao jovem uma formação para que ele possa cair no mundo, mesmo que o mundo seja em Quissamã. Evidentemente que o lazer também é importante. Na nossa época, todo ano fizemos um projeto de verão vigoroso, o Q-Verão, que todo mundo conhecia; também a Exposição Agropecuária; as etapas do cavalo Quarto de Milha, que ficaram famosas em todo o estado e fora daqui; e o lazer dentro da comunidade. Estabelecemos pela primeira vez a relação Angola-Quissamã. Chegamos inclusive a mandar galinhas d`angola para Angola, já que lá estavam extintas. Estive com o presidente de Angola e pude expressar a ele — que ganhou o Título de Cidadão Quissamaense naquela época — a nossa parceria, que felizmente hoje está aí, firme e bem desenvolvida.
NF10 - Como um dos líderes da emancipação de Quissamã, o senhor imaginava que o município se desenvolvesse tanto?
Arnaldo Mattoso - Se você imaginar que, no meu último ano de governo, nós tínhamos R$ 15 milhões por ano de orçamento, quantia essa que se arrecada hoje por mês, talvez nós não imaginássemos tanto. Evidentemente, quando caímos na luta pela emancipação, imaginávamos um momento melhor para o município, que era um distrito distante. Mas talvez ninguém imaginasse que viéssemos a ter a arrecadação que temos hoje. Muito coisa se fez, muita coisa tem que se fazer, mas não se muda uma cultura em 20 anos. Não se forma uma nova geração, absolutamente distinta da anterior em 20 anos. O município está se transformando, o jovem está na universidade, está indo ao curso técnico, vivenciando outras culturas, outros mundos, e com isso ele vai trazendo novas informações. Os concursos públicos trouxeram também pessoas de fora, que ajudaram a oxigenar. Enfim, entendemos que Quissamã está evoluindo, tem crescido. Acredito que, com o porto, dará um salto muito grande; um salto até perigoso, se nós não nos prepararmos para isso.
NF10 - Como será Quissamã daqui a 21 anos?
Arnaldo Mattoso - Eu acho que a Quissamã ideal é aquela cidade sustentável, que respeita a questão ambiental, que gera empregos, que tem energia limpa. Esse é o ideal que todo o mundo quer. Eu acho que o possível vai depender dos governantes que nós tivermos. Se tivermos governantes preparados, com currículo que mostre capacidade administrativa, experiência, e que tenham amor à cidade, que tenham vínculo e raiz em sua cidade, certamente esse ideal está bem próximo.
NF10 - O senhor é membro do PMDB. Já pensou em mudar de partido?
Arnaldo Mattoso - Não. Eu sempre fui PMDB, nunca mudei de partido. Dentro do PMDB, eu já ocupei diversas posições dentro da Executiva Estadual. Fui membro duas vezes do Conselho Nacional de Ética – entre os nove membros do país, eu era membro titular. Sou do Diretório Estadual, sou delegado da Convenção Nacional. Tenho uma relação muito boa com o vice-presidente Michel Temer, com o ex-governador Moreira Franco e com o próprio Sérgio Cabral — que, pela primeira em que esteve aqui, em 1985 (Quissamã nem era município), veio por meu intermédio, meu amigo que era, com sua esposa na época, a Susana. E se hospedaram aqui em casa.
NF10 - Como são as relações de Quissamã com os governos federal e estadual?
Arnaldo Mattoso - Eu creio que o momento é o melhor possível, já que, além dessa relação pessoal com o governador, com o vice-presidente da República, com ministros e com pessoas do governo, Quissamã é um município respeitado pelo estado e pelo governo federal, que têm nos dado o apoio necessário. Haja visto aí o projeto de Barra do Furado, que envolve todas essas partes. Eu acho que essa relação tem sido facilitada pelo nosso trabalho e pelas relações pessoais que temos.
NF10 - O governo federal hoje tem uma face feminina. Além da presidente Dilma Rousseff, elas ocupam cargos importantes em Brasília. O senhor acha que chegou a vez das mulheres no poder?
Arnaldo Mattoso - Eu venho de uma família de muitas mulheres. Éramos seis, eu e mais cinco irmãs. Portanto, a presença da mulher na minha vida sempre foi uma coisa muito marcante. Tanto que, quando fui prefeito, boa parte do meu secretariado e assessoria era composto pelas mulheres, sempre muito competentes. De modo que todo esse movimento que se faz agora, de espaço pela mulher, para mim não é novidade. Na minha vida, elas sempre tiveram espaço. No meu governo, também.
NF10 - Quissamã também se destaca na cultura. O que foi feito no seu governo?
Arnaldo Mattoso - Nós procuramos resgatar o fado e o tambor nas nossas manifestações culturais. E eu, como coordenador do Projeto Memória Quissamã, pelo instituto do patrimônio histórico Funarte, em 1984 — portanto, muito antes de Quissamã ser município —, sempre tive essa preocupação: preservar a nossa cultura popular e o patrimônio do município, que são o patrimônio rural do município.
NF10 - E a questão ambiental?
Arnaldo Mattoso - Fomos pioneiros na questão do meio ambiente ao implantarmos a primeira usina de lixo de Quissamã, ao fazermos uma coleta de lixo dentro da prefeitura, e de fazer um estudo agriecológico da Restinga de Quissamã, quando nem se pensava no Parque Nacional de Jurubatiba. Esse estudo, que foi feito sob o comando do nosso então secretário de Agricultura e Meio Ambiente, o hoje prefeito Armando Carneiro, foi importantíssimo no primeiro passo para se fazer o Parque Nacional de Jurubatiba.
NF10 - O senhor e o prefeito Armando Carneiro já trabalharam juntos e, por muitos anos foram opositores. Como é hoje a relação entre vocês dois?
Arnaldo Mattoso - Eu e o Armando estivemos juntos no governo, ele como meu secretário. Fiquei um tempo na oposição; não por conta dele, mas por conta de um adversário político em comum hoje. E acho que esse tempo na oposição me dá hoje um conhecimento, uma experiência que, somada à minha trajetória, me dá uma visão muito clara de todos os segmentos do município. Voltamos a conversar, e pudemos fazer hoje essa bela parceria, que fez com que a educação de Quissamã tivesse o menor índice de reprovação em oito anos e melhorasse 43 posições no Ideb na última Prova Brasil. É um avanço muito grande, e eu fico muito feliz de poder estar contribuindo com a educação de Quissamã neste momento, ao lado do Armando. Estamos trabalhando fortemente a questão da alfabetização para diminuir a chamada defasagem idade-série, e paralelamente trabalhando a recuperação desses jovens que se atrasaram para inseri-los na série certa, e poderem ganhar tempo na sua formação, na sua inserção no mercado de trabalho.
NF10 - Não parece estranho que adversários recentes agora estejam juntos?
Arnaldo Mattoso - O fato de eu ter participado da campanha de emancipação, ter sido o primeiro secretário de Educação, respondido um ano pela Saúde, ter sido prefeito e depois ter passado um bom tempo fora do governo, para agora retornar, me dá uma experiência única em Quissamã, que é entender todo o processo, dentro e fora do governo, com todas as suas nuances, me dando experiência; uma experiência suficiente para entender o município como um todo.
NF10 - Nos últimos anos, Quissamã conquistou reconhecimento nacional e até internacional, ganhando prêmios importantes. O que o senhor sente como quissamaense?
Arnaldo Mattoso - Eu fico muito orgulhoso. Eu me lembro de um primo nosso que, assim que Quissamã se emancipou e teve uma linha de ônibus, ele falou que, quando chegou na rodoviária e viu um ônibus com o nome Quissamã, ficou absolutamente emocionado. É essa a sensação que nós temos de ver que, há 21 anos, éramos um distrito e hoje estamos aí, abertos ao mundo, presentes e reconhecidos. Nós que nascemos aqui, e todos aqueles que abrigamos como nossos irmãos, devemos nos sentir muito orgulhosos disso.
Fonte: www.nf10.com.br
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